[Cmi-mulheres] repassando (que nao deve ser repassada) discussao - feminismo, diversidade sexual

isadoralins em riseup.net isadoralins em riseup.net
Sexta Abril 30 20:46:08 PDT 2004


Gente,

Achei tao interessante a discussao q repassei pra cah meio sem pensar.
Agora acho q posso ter feito algo nao muito legal, pq tirei uma discussao
do seu contexto, q as pessoas escreveram pra uma outra lista e taquei
aqui. Peço encarecidamente que nao repassem por ai.

Beijos,
Isa.
> Estou repassando uma msg da lista gls pra cá. É uma discussao muito boa e
> ilustrativa dos mais recentes embates dentro do movto. homossexual e
> feminsita, e acho que o jargao academico tah traduzidinho o suficiente.
> RECOMENDO LER DE BAIXO PRA CIMA.
>
> aBRAÇO,
> iSA.
>
>
> Mensagem: 2
>      Data: Fri, 30 Apr 2004 05:00:54 -0300
>        De: "Regina Facchini" <rfacchini em uol.com.br>
>   Assunto: Re: Re: DIVERSIDADE SEXUAL - PEDÓFILO ASSASSINO p/ MOTT e
> demais
>
> (este email foi escrito em meio a uma conversa entre eu e Luiz Mott a
> propósito de uma mensagem enviada por Leo Mendes à listagls, tomo a
> liberdade de manda-lo com cópia para as listas do Grupo Diversidade e do
> ENUDS - ambas listas de estudantes das quais participo - porque creio que
> esta é uma discussão que não cairá como algo fora do contexto por lá)
>
> Oi Mott e quem mais ler,
>
> Cheguei do trabalho e estou sem sono, agora respondo melhor sua
> mensagem.
>
> Em seu email, vc fala de duas coisas que podem estar relacionadas na
> prática de alguns militantes, mas teoricamente não são idênticas.
>
> A primeira é como nomeamos nossa bandeira de luta: livre orientação
> sexual, livre expressão sexual ou pela aceitação/garantia da diversidade
> sexual. Nesse sentido, dizer qual a melhor delas não é tarefa de uma
> antropóloga. Essa é uma questão política: queremos lutar pela livre
> orientação sexual ou pela livre expressão ou para que as pessoas/sociedade
> aceitem a existência e a legitimidade de uma diversidade sexual? Do ponto
> de vista de conquistas jurídicas, provavelmente o mais interessante
> seja usar orientação sexual, exatamente pelo fato de circunscrever
> comportamentos sexuais a partir do sexo do objeto de desejo, deixando de
> fora
> manifestações da sexualidade humana menos aceitas socialmente, e tb por
> escapar à complexa tensão entre essencialismo (há uma essência para a
> orientação sexual de origem genética ou desenvolvida em tenra infância,
> que se manifesta de forma comparável em várias sociedades e épocas) e
> construcionismo social (o desejo sexual seria construído na interação
> entre sujeito e meio social, portanto, é produzido sócio-historicamente,
> no interior de sociedades concretas e está intimamente relacionado com
> outros aspectos dessas sociedades -essa definição é da antropóloga
> Carole Vance - o que não implica a variação necessária ao longo da vida do
> sujeito, nem a reversibilidade a partir de vontade racional), ou, pior,
> entre condição e opção. No entanto, no sentido que vc confere ao termo
> orientação sexual, ele já não se adequaria como bandeira de luta do
> movimento GLT ou GLBT, simplesmente pelo fato de que incluimos travestis e
> transexuais, que são manifestações da sexualidade que não se distinguem
> pelo objeto do desejo sexual, mas por não se adequarem aos papéis
> sociais atribuídos a alguém de seu sexo biológico de nascimento. Travestis
> e
> transexuais não necessariamente são homossexuais em seus desejos e
> práticas. Aliás, nesta semana, o Marcelo do Identidade me contava que as
> travestis que frequentam/fazem parte de um projeto do grupo têm levantado
> a questão de se, mesmo no caso de gostarem apenas de homens, essa
> relação é hetero ou homo, já que a ambiguidade da travesti torna essa
> definição complicada. Em termos de prevenção de HIV tudo bem, trata-se de
> sexo entre dois corpos biologicamente/anatomicamente masculinos. Mas em
> termos de relação social não é tão claro e a ambiguidade da travesti é
> explorada aí. Lembro-me de um rapaz numa reunião do Espaço B que dizia:
> "Eu gosto de mulheres e travestis." Travesti aí não é homem nem mulher
> exatamente, e a relação com ela, nesse sentido, não é hetero nem homo.
> Vale lembrar que travestis não são discriminadas apenas na medida em que
> transam com gente do mesmo sexo biológico, mas por terem
> corpos/aparências ambíguas em termos de gênero.
>
> Pessoalmente, enquanto militante, não tenho claro se livre expressão
> sexual ou diversidade sexual são realmente bons termos. Eles não têm sido
> aplicados para finalidades jurídicas - garantia de direitos em lei.
> Precisaria observar melhor, mas creio que tais termos têm tido mais uso no
> sentido de produzir mudanças de mentalidade social por via
> não-jurídica, como é o caso de grupos que atuam em universidades ou que
> investem
> fortemente num contato "comunitário". Do ponto de vista da ciência
> política, sabe-se que independente de usar um termo mais amplo ou mais
> circunscrito, dificilmente um pedófilo viria a público reivindicar seus
> direitos ou que o movimento por diversidade sexual o defendesse,
> simplesmente pq é bastante forte a idéia de que a pedofilia é algo
> abominável na
> nossa sociedade. Claro que termos mais abrangentes aumentam as chances
> de crítica conservadora, mas isso é mais grave para ações na área
> jurídica/legal. Um termo como diversidade sexual me parece ter por foco
> combater a idéia de que há apenas uma sexualidade inteligível, a
> heterossexual reprodutiva que estabelece famílas sólidas e relações
> duradouras e
> monogâmicas. Talvez a atuação por esse caminho nas universidades, que
> são locais de formação de formadores de opinião, melhore as condições
> para a luta jurídica/legal num futuro próximo.
>
> A outra coisa que vc cita no seu email é como enunciamos o sujeito
> político do movimento e toda a crítica à afirmação de identidades como
> estratégia política. Com esse tema tenho mais intimidade teórica. Para
> lidar com uma formulação teórica mais consistente e um objeto menos
> complicado, é interessante olharmos para o movimento feminista. Primeiro,
> falar em "o movimento feminista" não explica muita coisa. De qual
> feminismo
> falamos? Pois são vários. Num livro que discutimos ainda esta semana no
> curso de gênero na Unicamp - Antropología y feminismo, da antropóloga
> feminista (não se trata de uma filósofa pós-estruturalista como Judith
> Butler) Henrietta L. Moore - a autora diz que poderíamos tentar unificar
> e definir "o feminismo" como consciência da opressão feminina e luta
> contra ela. Isso pressupõe que: se deva tomar os interesses "da mulher"
> como um corpo unitário; tomar como premissa da política feminista uma
> identidade comum a todas as mulheres; e, que a coesão do movimento
> depende da existência de "uma opressão" compartilhada pelas mulheres.
> Parece-me que é assim que se posiciona tradicionalmente o movimento
> homossexual ao atuar pela afirmação de identidades. A antropologia
> feminista, que
> a princípio se colocava como fazendo "antropologia da mulher" se viu
> confrontando a própria possibilidade do fazer etnográfico - se os homens
> eram androcêntricos, só a mulher poderia estudar a mulher e a
> antropologia não poderia mais ser "o olhar para o outro nos termos do
> outro",
> como ensinava Malinowski. E, por outro lado, "a mulher" seria tomada como
> uma categoria universal, marcada por uma semelhança transcultural. A
> partir da tentativa de superar esses problemas, surge a categoria gênero,
> que se refere à forma de conhecimento cultural das diferenças sexuais,
> que se volta não para homens e mulheres, mas para os significados e
> valores culturalmente associados a masculinidade e femilidade. Claro que a
> transposição pura e simples do termo gênero como sujeito político do
> feminismo não é viável e, muitas vezes, ONGs que se dizem trabalhando com
> gênero estão apenas mudando o nome do trabalho com mulheres para tentar
> adequar-se a financiadores, o que é uma redução de sentido teórico do
> termo. Mas a aplicação crítica desse termo à ação política feminista
> gerou frutos interessantes: rompeu idéias como "a mulher", abrindo espaço
> para a visão da diversidade interna constituinte do termo "mulher" e
> questionou a legitimidade de que um grupo relativamente homogêneo de
> mulheres - brancas, da classe média e heterossexuais - falasse por todas
> as
> mulheres. Aí é que entram as reivindicações das mulheres negras e das
> mulheres lésbicas, que passaram a questionar um feminismo incapaz de
> alcançar e fazer frente às formas pelas quais vivenciavam a opressão.
> Claro que, ao passo em que se problematiza a universalidade desse sujeito
> político, a identidade comum e a idéia de "uma opressão" compartilhada,
> se colocam novas dificuldades para uma ação feminista. No entanto,
> cria-se a possibilidade de uma ação mais inclusiva e eficiente, no sentido
> de se aproximar de expressões mais concretas e específicas de opressão.
>
> A crítica à afirmação identitária toma por foco esse questionamento de
> um sujeito político visto como universal e representado por uma
> identidade do tipo "o homossexual". A tentativa de saída mais interessante
> que
> conheço para esse impasse é dada por Judith Butler - agora sim uma
> pós-estruturalista, teórica dos queer studies, que toma Foucault como
> ponto
> de partida e o ultrapassa - num texto chamado "Fundamentos
> contingentes: o feminismo e a questão do 'pós-modernismo' ". Nesse texto,
> ela se
> afirma como filósofa pós-estruturalista e como feminista e tenta integrar
> teoria e prática política. Para tanto, ela assume a necessidade de
> sujeitos políticos claramente enunciados para a ação política, portanto a
> categoria "mulheres" não deve ser descartada. No entanto, deve-se ter
> claro o caráter aberto e inclusivo a ser atribuído a tal categoria, ou
> seja, "mulher" deve se libertar de suas potencialidades racistas,
> monoclassistas e heterossexistas e da associação exclusiva e necessária a
> temas como maternidade, que assinalariam "a condição feminina". "Mulher"
> deve ser operacionalizado, no cotidiano dos movimentos, como um termo
> sempre aberto a novas inclusões, um sujeito político que reconhece sua
> diversidade interna; e a luta feminista deve incorporar as demandas
> colocadas por essa diversidade de vivências da opressão, uma vez que o
> termo
> "mulher" não pode ser visto como tendo significado anterior às
> vivências concretas, marcadas por condicionamentos sócio-históricos e por
> diferenças de raça, idade, classe, sexualidade, etnia etc. Nesse sentido,
> não precisa haver uma única identidade que aglutine as diversas formas de
> opressão vivenciada pelas mulheres: alguém pode dizer-se "mulher
> negra", outra, "mulher negra homossexual" e por aí vai. O sujeito político
> "mulheres" não precisa pressupor uma identidade única, nem se voltar para
> uma forma específica de opressão. No campo da sexualidade, uma das
> possibilidades exploradas para se fazer isso tem sido afirmar-se como
> movimento pela diversidade sexual ou pela livre expressão sexual, ou ainda
> -
> fora do Brasil -  como movimento queer, e enunciar sujeitos políticos
> específicos apenas a partir de demandas formuladas acerca de casos
> concretos. Mas essa é apenas uma tentativa de resolver esse dilema da
> diversidade interna do sujeito político e das diferenças de vivências de
> opressão. Isso não significa que seja correta ou que não deva ser olhada
> criticamente e readequada.
>
> É por conta dessas reflexões que tenho preferido falar que milito por
> direitos sexuais e, dentro disso, pesquiso saúde e corporalidades de
> mulheres com práticas não-heterossexuais. Afinal, as políticas não são
> construídas para identidades, mas para sujeitos com vivências concretas,
> que podem localizar-se no mundo a partir de diferentes formulações
> identitárias. O que acredito produzir fazendo isso é uma reflexão que
> colabore para uma eventual "política de saúde para mulheres lésbicas" que
> possa estar adequada a sujeitos concretos.
>
> Essa foi minha tentativa de pontapé teórico para um diálogo. Espero que
> eu tenha sido minimamente inteligível, eu tentei.
>
> Um abraço grande,
>
> Regina
>
>
> ----- Original Message -----
> From: "Regina" <rfacchini em uol.com.br>
> To: <rfacchini em uol.com.br>
> Sent: Friday, April 30, 2004 12:51 AM
> Subject: Fwd: Re: DIVERSIDADE SEXUAL - PEDÓFILO ASSASSINO
>
>
> --- Em listagls em yahoogrupos.com.br, "Regina" <rfacchini em u...> escreveu
> Olá Mott,
> Não tenho tempo de responder como se deve agora e creio que não há
> apenas uma discussão teórica a ser feita e muito menos, ainda que
> embasada teoricamente, uma construção a ser feita isoladamente.
> Também não acredito que as duas estratégias que você citou sejam
> mutuamente excludentes. Eu, por exemplo, sempre preferi a militância
> em grupos mistos, mas jamais argumentaria pelo fim dos grupos
> exclusivamente lésbicos. São duas estratégias diferentes que iluminam
> diferentes problemas relacionados às mulheres não-hetero. Por isso me
> assusta ver o tipo de associação que o Leo parece ter feito sair das
> mãos de um militante e não de um inimigo do movimento. Não vejo
> problemas no fato de que as duas estratégias coexistam, e acho que
> para além de uma argumentação isolada teoricamente embasada, devíamos
> reservar espaço num fórum do movimento para que militantes que
> preferem qualquer uma das duas formas de lutar por direitos sexuais
> possam expor aos outros os seus motivos, sem que se tenha por
> objetivo obrigar nenhum dos lados a adotar a forma de nomeação que o
> outro usa. Ainda que com isso - viajando ao máximo na maionese -
> tivéssemos algo como dois movimentos distintos, isso não seria
> problema, na medida em que poderiam ser movimentos estrategicamente
> aliados em alguns momentos.
> Acho realmente que o movimento homossexual (GLBT, GLT ou que nome se
> queira dar) se pensa muito pouco e que a autoreflexão poderia ajudar
> numa atuação mais consistente. Nem tudo é questão pra guerra. Ainda
> que não seja o tipo de trabalho que eu faria, reconheço a coleta de
> dados sobre assassinatos que vc faz como uma estratégia absolutamente
> genial para vencer a invisibilidade da violência contra homossexuais.
> O ideal seria, é claro, que esse diálogo entre diferentes posições
> pudesse contribuir para gerar uma terceira mais consistente ou para
> fortalecer cada uma das duas.
> Claro que posso dar um pontapé num debate dando alguns argumentos
> teóricos a serem debatidos nesse assunto. Mas o trabalho que vc me
> pede seria digno de uma tese de doutorado - e eu já estou fazendo uma
> e sem bolsa, além de tudo *risos - e creio que essa reflexão pode -
> ou só pode - ser construida coletivamente.
> Agradeço seu incentivo ao diálogo.
> Abraços,
> Regina
>
>
> --- Em listagls em yahoogrupos.com.br, Luiz Mott <luizmott em u...> escreveu
>> regiina
>> como vai querida?
>> otimo teu questionamento, pois assim voce poderia iniciar uma
> discussão
>> teórica,
>> já que és mestra em antropologia, a respeito do termo DIVERSIDADE
> SEXUAL.
>> Sugiro também que
>> se quiseres e puderes, faça o papel de advogada de defesa do termo
> LIVRE
>> EXPRESSÃO SEXUAL,
>> ambos termos  usados por alguns universitários pos-modernos e até
> por gays,
>> com todo respeito,
>> que não aprofundaram teoricamente tais termos. Há quem considere
> equivocada
>> a afirmação indentitária translesbigay
>> e preferem Diversidade e Livre Expressão  em vez de ORIENTAÇÃO
> SEXUAL, este
>> sim, termo cientificamente conceituado e legalmente reconhecido
>> pelas constituições e leis organicas de centenas de localidades no
> Brasil e
>> exterior.
>> Creio que Leo, sempre tão arguto e "agent provocateur", quiz chamar
> a
>> atenção para tal polemica
>> ao associar diversidade sexual  a pedofilia - que no meu entender,
> é
>> perfeitamente associável, pois
>> diferentemetne de ORIENTAÇÃO SEXUAL, que inclui apenas Homo, Hetero
> e
>> Bissexualidade,
>> a Diversidade e a LIvre Expressão sexual incluem todas
> manifestações
>> libidionosas, inclusive
>> as anti-sociais e ilegais. Estou aberto a discussão e
> dialeticamente, a
>> mudar de ponto de vista,
>> desde que os argumentos sejam sólidos e convincentes, de
> preferencia, com
>> embasamento bibliográfico.
>> Está lançada a sugestão. Conto contigo.
>> Abraço amigo, Luiz Mott
>>
>>
>> At 15:02 29/4/2004 +0000, you wrote:
>> >Desculpe, Leo, mas não entendi... Você quis estabelecer alguma
>> >relação entre os dois temas no título de sua mensagem? Se sim,
> qual a
>> >relação?
>> >Regina
>> >
>> >--- Em listagls em yahoogrupos.com.br, Leo Mendes <liorcino em y...>
>> >escreveu
>> > > Jornal O Popular
>> > > 27.04.2004
>> > >
>> > > C
>> > >
>> > > ONFISSÃO
>> > > Mecânico diz ter matado 12 meninos
>> > > São Paulo ­ O mecânico de bicicletas Francisco das Chagas
> Rodrigues
>> >Brito, de 34 anos, disse em depoimento à Polícia Civil do Maranhão
>> >ter sido o autor da morte de 12 meninos emasculados no município de
>> >Altamira (PA). A informação foi divulgada ontem pelo gerente de
>> >Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim. Os crimes em
> Altamira
>> >ocorreram entre 1989 e 1993. Nove meninos entre 8 e 14 anos foram
>> >emasculados, sendo que seis deles foram mortos. Outras seis
> crianças
>> >estão desaparecidas. Cinco desses casos foram a julgamento no ano
>> >passado e quatro pessoas foram condenadas. Os envolvidos nos crimes
>> >supostamente participavam da seita Lineamento Universal Superior,
> que
>> >seria liderada por Valentina Andrade, também julgada e absolvida.
>> >(Agência Folha
>> > >
>> > >
>> > >
>> > > Léo Mendes
>> > > (62) 925 -8355
>> > > Sec. Adjunto Ilga-Lac Brasil
>> > > Tesoureiro ABGLT
>> > > Presidente da AGLT
>> > >
>>
>> LUIZ MOTT
>> Cx.Postal 2552 - 40022.260, Salvador, Bahia
>> Fone/Fax: (71) 328.3782 - 328.2262 - 9989.4748
>> www.luizmott.cjb.net  www.ggb.org.br
>>
>> Per scientiam and justitiam.
>>
>> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
> Fim da mensagem encaminhada ---
>
>
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>
>
> _______________________________________________
> Cmi-mulheres mailing list
> Cmi-mulheres em lists.indymedia.org
> http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-mulheres
>



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